5.27.2011

Argila Milagrosa


A argila é, sem dúvida, um dos mais antigos elementos usados em todo o tipo de tratamentos, desde sempre. É um produto natural, um dos maiores tesouros que a Mãe Terra nos oferece juntamente com as plantas e a água.

Existem vários tipos de argila, que têm na sua composição sílica, alumínio, ferro, titânio, cálcio, sódio, potássio e magnésio. A argila verde tem aplicações mais vastas, enquanto que a branca se utiliza em casos mais específicos, como por exemplo para colites ou úlceras gástricas ou duodenais. 

A aplicação pode ter fins estéticos ou terapêuticos, sendo que no primeiro caso os efeitos são bem mais rápidos do que no segundo. Nos tratamentos terapêuticos, embora os resultados sejam de visibilidade mais lenta, são extremamente duradouros. Pode ser utilizada para fins específicos ou como complemento para uma estimulação e bem estar geral.

São reconhecidos os benefícios da argila nos casos  de úlceras, inflamações, artroses, reumatismo, celulite, varizes, entre outras numa vasta lista de patologias para as quais os tratamentos com argila podem contribuir para o alívio ou até mesmo cura.
Para a pele, ela é extremamente importante, uma vez que ao desinflamar vai limpar profundamente os poros, reduzindo pontos negros e baixando o nível de oleosidade, o que se torna fundamental para pessoas com problemas de pele oleosa.

Muitas vezes, quando se inicia um processo de tratamento com argila, podem parecer agravar-se os sintomas, mas esse facto deve-se apenas à limpeza do próprio organismo. Ele vai libertando (pela acção da argila) todas as toxinas que possui, contribuindo assim para um tratamento realmente eficaz. É, portanto, importante ser persistente e não interromper o processo, pois ele trará benefícios que podem ser a longo prazo, mas duradouros.

É também usada ao nível da massagem, ajudando na eliminação de toxinas e celulite, tratamento que necessitará de algumas sessões para obter os efeitos desejados.

Pode utilizar-se a argila interna ou externamente, usando-se no primeiro caso uma solução bebível e no segundo uma pasta. De acordo com a finalidade do tratamento, será utilizada uma destas formas.

Para fazer a solução, que deve ser sempre ingerida em jejum ou num intervalo de 2 horas após qualquer refeição, utilize a porção de uma colher de café de argila num copo de água mineral (não utilizar água da torneira). Deixar repousar umas horas e tomar. Pode tomar-se um copo de manhã e outro à noite.

No caso da pasta de argila, misturar com um pouco de água (mineral), até formar uma pasta lamacenta que pode ser usada directamente sobre a pele, ou em emplastro, no caso de feridas abertas. Para fazer o emplastro, basta colocar a pasta num pano que, depois de dobrado, é colocado sobre a zona a tratar.



É importante usar sempre material de vidro ou madeira para preparar a argila, nunca metal ou plástico.

Não utilize a pasta de argila directamente em feridas abertas ou ulceradas, nas mucosas, boca, olhos , mamilos, interior do nariz ou ouvidos. Nestes casos poderá utilizar a lavagem com água de argila, preparando-a como descrevemos acima.

É importante referir, que não se deve deixar a argila secar na pele ou esfregar para retirar. Deve ser retirada antes de secar completamente e com água morna, de forma suave. Depois da sua limpeza, pode aplicar-se um creme ou óleo neutros.


5.05.2011

"O Amor é a única verdade, tudo o resto é ilusão"

Mensagens Budistas

Tudo é, portanto criado, controlado e regido pela mente. Assim como o carro segue o boi que o puxa, o sofrimento segue a mente que se cerca de maus pensamentos e de paixões mundanas.
(Sakyamuni)

Tudo que somos é resultado de que pensamos.
(Budha)

A Paz vem de dentro de você mesmo. Não a procure à sua volta.
(Budha)

O segredo da saúde, mental e corporal, está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas viver sabia e seriamente o presente.
(Budha)

O tesouro do corpo é mais valioso do que aquele guardado no cofre e o tesouro guardado no coração é mais valioso do que o tesouro do corpo. Portanto, dedique-se em acumular o tesouro do coração.
(Nitiren Daishonin)

Quero dizer-lhe uma coisa. Mesmo que alguém lhe diga: fuja, desista! deve responder-lhe: Jamais! Viva jovial e correctamente cada dia, sempre.
(Daisaku Ikeda)

Não seja impaciente. A felicidade nem sempre está longe de si.
(Jossei Toda)

5.02.2011

Como prevenir e aliviar problemas na cervical

Muitas pessoas sofrem hoje de dores na cervical, dores essas que podem diminuir a qualidade de vida por se tornarem intensas e se agravarem com o tempo, quando não são tratadas.
Muitos dos problemas nesta zona são normalmente provocados por má postura, é aí que tudo começa. A postura deficiente leva a um alinhamento desajustado das vértebras e consequente manifestação nos músculos associados, podendo posteriormente provocar problemas mais graves, como artroses ou hérnias discais. As pessoas mais atingidas por este problema são aquelas que trabalham várias horas por dia frente a um computador, mas também aquelas que adoptam posições deficientes durante a noite, por exemplo. O importante é que, faça o que fizer, tenha em atenção a posição em que mantém a sua coluna, de forma a que ela esteja o mais erecta possível. A prevenção é fundamental, pelo que deixarei aqui algumas dicas, dando a conhecer, em primeiro lugar, a estrutura muscular da cervical seguindo-se alguns exercícios de postura, assim como um pequeno exemplo de exercícios de auto massagem, para aliviar pequenas tensões.
Não esqueça que uma boa massagem relaxante ajuda no combate a este tipo de problema.

1. Músculos
O Vídeo seguinte mostra claramente os músculos envolvidos na zona cervical. O Trapézio é normalmente o principal envolvido nas dores cervicais.


2. Prevenção - Exercícios de correcção postural
Os exercícios presentes no vídeo seguinte, pretendem o alinhamento da coluna cervical. Devem ser realizados durante o dia, com 3 repetições de cada e em intervalos de uma hora. Podem ser realizados em qualquer lugar, devido à sua extrema simplicidade.
Tenha em atenção os pormenores do alinhamento do corpo e membros.


No vídeo abaixo pode ver alguns exercícios para quem trabalha em frente a uma secretária. Mais uma série a realizar diáriamente, em conjunto com os anteriores, ou em alternativa. 


3. Alívio de dores e tensões.
Nos próximos dois vídeos, temos um exercício de alongamento dos rombóides, que podem aliviar dores ao nível da omoplata e em seguida um outro de auto-massagem, para minimizar a contractura muscular provocada por posições incorrectas de longa duração.




Alguns conselhos para evitar dores cervicais:

1. Usar o computador com ecran ao nível dos olhos
2. Evitar dormir de barriga para baixo, preferindo a posição de barriga para cima ou lateral, com uma almofada com tamanho certo, para que a coluna se mantenha recta
3. Não ler na cama encostado a almofadas. Sentar-se direito e colocar o livro em cima de uma almofada
4. Não usar malas ou mochilas pesadas num só ombro. no caso da mochila, colocá-la nas costas e distribuir o peso pelos dois ombros
5. Realizar os exercícios de correcção postural todos os dias


4.29.2011

Como confiar em si mesmo e nos outros

Olhemos para Buddha como um homem, exactamente igual a qualquer um de nós...


Buddha estava sentado por baixo de uma árvore a falar aos seus discípulos. Um homem aproximou-se e deu-lhe um estalo no rosto. Buddha esfregou o local e perguntou ao homem: – E agora? O que vai querer dizer?
O homem ficou um tanto confuso, porque ele próprio não esperava que, depois de dar um estalo no rosto de alguém, essa pessoa perguntasse: “E agora?” Ele não passara por essa experiência antes. Ele insultava as pessoas e elas ficavam com raiva e reagiam. Ou, se fossem cobardes, sorriam, tentando suborná-lo. Mas Buddha não era num uma coisa nem outra; ele não ficara com raiva nem ofendido, nem tampouco fora cobarde. Apenas fora sincero e perguntara: “E agora?” Não houve reação da sua parte.
Os discípulos de Buddha ficaram com raiva, reagiram. O discípulo mais próximo, Ananda, disse: – Isso foi demais: não podemos tolerar. Buddha, guarde os seus ensinamentos para o senhor e nós vamos mostrar a este homem que ele não pode fazer o que fez. Ele tem de ser punido por isso. Ou então todo mundo vai começar a fazer dessas coisas. – Fique quieto – interveio Buddha  – Ele não me ofendeu, mas tu estás a ofender-me. Ele é novo, um estranho. E pode ter ouvido alguma coisa sobre mim de alguém, pode ter formado uma ideia, uma noção a meu respeito. Ele não bateu em mim; ele bateu nessa noção, nessa ideia a meu respeito; porque ele não me conhece, como ele pode ofender-me? As pessoas devem ter falado alguma coisa a meu respeito, que “aquele homem é um ateu, um homem perigoso, que tira as pessoas do bom caminho, um revolucionário, um corrupto”. Ele deve ter ouvido algo sobre mim e formou um conceito, uma ideia. Ele bateu nessa ideia.
Se vocês refletirem profundamente, continuou Buddha, ele bateu na própria mente. Eu não faço parte dela, e vejo que este pobre homem tem alguma coisa a dizer, porque essa é uma maneira de dizer alguma coisa: ofender é uma maneira de dizer alguma coisa. Há momentos em que sentes que a linguagem é insuficiente: no amor profundo, na raiva extrema, no ódio, na oração.
Há momentos de grande intensidade em que a linguagem é impotente; então sentes que precisas fazer alguma coisa. Quando vocês estão apaixonados e beijam ou abraçam a pessoa amada, o que fazem? Estão a dizer algo. Quando vocês estão com raiva, uma raiva intensa, vocês batem na pessoa, cospem nela, estão a dizer algo. Eu entendo esse homem. Ele deve ter mais alguma coisa a dizer; por isso pergunto: “E agora?”
O homem ficou ainda mais confuso! E Buddha disse aos seus discípulos: – Estou mais ofendido com vocês porque vocês conhecem-me, viveram anos comigo e ainda reagem. Atordoado, confuso, o homem voltou para casa. Naquela noite não conseguiu dormir.
Na manhã seguinte, o homem voltou lá e atirou-se aos pés de Buddha. De novo, Buddha lhe perguntou: – E agora? Esse seu gesto também é uma maneira de dizer alguma coisa que não pode ser dita com a linguagem. Voltando-se para os discípulos, Buddha falou: – Olha, Ananda, este homem aqui de novo. Ele está a dizer alguma coisa. Este homem é uma pessoa de emoções profundas. O homem olhou para Buddha e disse: – Perdoe-me pelo que fiz ontem. – Perdoar? – exclamou Buddha. – Mas eu não sou o mesmo homem a quem você fez aquilo. O Ganges continua a correr, nunca é o mesmo Ganges de novo. Todo homem é um rio. O homem em quem você bateu não está mais aqui: eu apenas me pareço com ele, mas não sou mais o mesmo; aconteceu muita coisa nestas vinte e quatro horas! O rio correu bastante.
Portanto, não o posso perdoar  porque não tenho rancor contra si. E você também é outro, continuou Buddha. Posso ver que não é o mesmo homem que veio aqui ontem, porque aquele homem estava com raiva; ele estava indignado. Ele bateu-me e você está inclinado aos meus pés, tocando os meus pés; como pode ser o mesmo homem? Você não é o mesmo homem; portanto, vamos esquecer tudo. Essas duas pessoas: o homem que bateu e o homem em quem ele bateu não estão mais aqui. Venha cá. Vamos conversar.